Emanuel Swedenborg viveu entre os séculos XVII e XVIII. Estudou anatomia, engenharia, astronomia e a relação entre corpo e alma. Era um homem formado pela razão — e foi justamente por isso que seus relatos posteriores se tornaram tão inquietantes.

Ele afirmou ter sonhos, visões e encontros com inteligências de outros mundos. Escreveu sobre a Lua, os planetas e seus habitantes numa época em que a humanidade ainda conhecia muito pouco sobre o céu. Para alguns, eram experiências espirituais. Para outros, imaginação, delírio ou uma forma simbólica de filosofia.

A pergunta que permanece

O mais fascinante não é decidir rapidamente se Swedenborg dizia a verdade. É observar a tensão entre o pesquisador e o visionário: o homem que abria corpos para procurar o lugar da consciência e, ao mesmo tempo, acreditava ouvir vozes vindas além da Terra.

Essa contradição inspirou O Homem que Ouvia Marte, conto de ficção histórica em que o próprio Swedenborg registra os acontecimentos no presente, como num diário. A pesquisa real sustenta o mundo; a licença poética abre a porta para o mistério.

Algumas histórias não nascem de uma resposta. Nascem de uma pergunta que se recusou a morrer.

É esse o território do Instituto do Impossível: acontecimentos documentados, hipóteses esquecidas e pessoas reais que olharam para o desconhecido sem desviar os olhos.